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Uma conversa sobre: mamadeira

Tão difícil como tirar a chupeta é tirar a mamadeira.  Isso deve, no entanto, ser feito a partir do primeiro ano de vida até, no máximo, os 3 anos. Talvez, os dois seClose up of baby drinking his bottle
igualem no nível de dificuldade. “Como a criança está acostumada com a mamadeira, ela deve ser tirada aos poucos. Primeiramente, podemos tirar a mamadeira da noite, pois a criança a usa como chupeta. Além disso, a mamadeira neste horário faz com que a criança durma com os dentes sujos, prejudicando a dentição”, explica Quézia Bombonatto, psicopedagoga e diretora da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Engana-se o pai que pensa que, nesse processo, o filho sofre. Na verdade – e como sempre – os pais sofrem mais que os filhos.

Primeiro é preciso entender que seu bebê está crescendo e não precisa mais de uma mamadeira. Isso soa como os primeiros passos de independência e, logicamente,aterroriza os pais: “Tirar esses hábitos (chupeta e mamadeira) não devem ser encarados como perda, pois não tem nada de prejuízo. É, sim, um benefício à criança. E, na verdade, a vida toda vai ser assim, com os pais mostrando ao filho o que ele ganha ao crescer”, diz Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio-Libanês (SP). Não tenha pena! Ele vai chorar? Vai e muito, mas tudo isso faz parte do crescimento. “Por que na hora de trocar a fralda pela cueca é bacana e trocar a mamadeira pelo copinho não? É o mesmo tipo de desenvolvimento”, diz Sandra de Oliveira Campos, médica do Departamento de Pediatria da Unifesp.

Não queira fazer tudo da noite para o dia, é preciso ter paciência. É necessário entender que deixar a mamadeira – depois de acostumado com ela – leva tempo. Mas como fazer para ele desapegar? Comece a colocar a água, o suco, ou o leitinho em um copinho, ele irá se sujar muito no começo, mas vale a pena: com o tempo, ele entenderá como deve segurar e como não se sujar.

Sim, ele está crescendo! Lembre-se: não retire os horários de mamar de uma só vez, comece tirando a da manhã, depois a da tarde, e por último, a da noite. Sempre motive seu filho, enquanto ele for largando a mamadeira dê um prêmio para ele, nada extravagante, passe mais tempo com ele, brinque, tire uma sonequinha, assim, ele se sentirá muito motivado para largar a mamadeira.

Choro e mais choro, ele quer a mamadeira de volta, o que eu faço? Não ceda, não se entregue a um choro, o pediatra Alessandro tem uma dica: “Tire todas as mamadeiras e chupetas da casa, para não correr o risco de amolecer e ceder”.

A mamadeira, além de trazer problemas dentários, não agrega em nada a vida de seu filho. Ela é só um instrumento encontrado para distrair seu filho, enquanto ele chora, ou porque a mãe não se sente bem ao dar o peito – existem casos que a mãe tem leite empedrado e se sente incomodada de amamentar.

9543Experimente dar ao seu filho outras coisas enquanto ele chora, como um chacoalho ou um bichinho de pelúcia. Entenda que quanto mais acostumado na mamadeira, mais tempo leva para desacostumar. Afinal, a criança precisa mudar de hábito.

Ficou com alguma dúvida em relação a mamadeira? Comente em nosso blog. 

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A visão dos bebês

354c71173d-1152x864Sabia que nos primeiros meses de idade seu bebê só enxerga um vulto? É isso mesmo. Ele enxerga desde que nasce, mas a visão se desenvolve a partir dos 6-8 meses de vida. Mas como a visão se desenvolve? Aos poucos: quando o bebê nasce a visão fica embaçada – porém, ele entende o que é luz, forma e movimento. “É como se o recém-nascido fosse míope”, explica Augusto Magalhães, médico oftalmologista.  

  • Vamos entender o processo:

Já percebeu que seu filho fica vesguinho? É porque ele não sabe usar os olhos de forma simultânea. No primeiro e  segundo meses de vida ele já consegue focalizar os dois olhos e acompanhar o que está acontecendo a sua volta. Por isso o bebê parece estar hipnotizado quando olha.

O bebê começa a enxergar as cores que existem, a partir do segundo mês, mas cores parecidas como o vermelho e o laranja, eles têm dificuldade de distinguir uma da outra, pois, eles apenas “enxergam” o verde e o vermelho. Por esse motivo preferem cores como o preto e o branco. É entre os dois meses e os quatro meses que o bebê distingue cores semelhantes. E a partir dos três meses eles começam a enxergar o azul. “Uma nota curiosa é que apesar de serem capazes de discriminar as cores logo nos primeiros meses de vida e apesar das cores primárias estarem incluídas nos primeiros 200 vocábulos que aprendem, as crianças só nomeiam de forma consistente as cores depois dos três ou quatro anos”, garante Magalhães.

É no quarto mês que o bebê começa a entender o processo de profundidade, ou seja, ele distingue o que está perto dele e o que está longe. É nessa época que ele controla melhor os braços, assim o visual facilita na hora de ficar puxando seu cabelo e seus brincos, o que para ele é uma coisa diferente.

Nos primeiros meses, a visão de um bebê chega a apenas 50% da intensidade da de um adulto.

Agora, a partir do oitavo mês em diante é quase a mesma. O bebê já distingue muito bem as cores e possui uma capacidade de profundidade muito grande. Enxerga melhor de perto e já reconhece as pessoas ao seu redor. Com oito meses a cor dos olhos do bebê geralmente é a cor que será definitiva, embora a íris possa mudar. “Quando falamos da cor dos olhos falamos da cor da íris. Na sua estrutura, existem fundamentalmente duas camadas: uma posterior que é muito pigmentada em todas as pessoas (epitélio pigmentado da íris) e que serve para filtrar a entrada da luz no olho, e uma anterior chamada estroma, em que a quantidade de pigmento é variável de pessoa para pessoa. É justamente o pigmento do estroma que confere a cor aos olhos. O pigmento do estroma aumenta após o nascimento por ação da luz (tal como acontece na pele). Uma criança com um ano de idade tem normalmente metade do pigmento final na sua íris, e só por volta dos três anos existe o pigmento definitivo”, reforça Augusto Magalhães. Há casos que a cor dos olhos da criança muda após a infância. Também existem doenças e medicamentos que fazem a cor dos olhos mudarem em qualquer idade.

O bebê mesmo pequeno é muito esperto, quando nasce, ele já prefere ficar com faces que se mostrem familiares e, principalmente, a face da mãe. Mas como ele consegue isso?  Essa preferência está ligada ao contorno da face, do perfil, do cabelo. E este fenômeno é, normalmente, conhecido por efeito da externalidade. Tanto é que, se a mamãe mudar o penteado, colocar uma touca, o recém nascido dificilmente irá reconhecê-la.

Os detalhes da face e o reconhecimento das pessoas ao seu redor acontecerá depois dos três meses de idade – quando uma área do córtex temporal for integrada na função visual. As faces humanas que reconhecemos depende dessa zona específica do córtex cerebral. Uma dica para as mamães é que mantenham seu rosto perto do recém nascido para que ele observe seus traços.

Existem alguns cuidados que toda mãe deve ter com os olhinhos do bebê. É preciso fazer exames nos olhinhos deles, ainda na maternidade, para ver se não existem doenças, como a catarata congênita, (uma opacidade do cristalino que pode acometer criança se a mãe apresentou rubéola durante o período gestacional)  e o retinoblastoma (um tumor maligno que se desenvolve na retina).

 É preciso falar com seu pediatra se você perceber que:

  • Seu filho não consegue fixar o olhar ou acompanhar um objeto com os dois olhos aos 3 ou 4 meses de idade;
  • Se seu bebê é prematuro, pois eles correm mais risco de ter determinados problemas visuais, como astigmatismo, miopia e estrabismo;
  • Se é recorrente problemas genéticos na família.images

Ainda, segundo o oftalmologista, “A alimentação é muito importante. Sempre que possível os bebês devem ser amamentados. O leite materno garante uma dieta equilibrada a todos os níveis e o seu alto teor em ácidos gordos polinsaturados favorece um desenvolvimento mais rápido da função visual no bebé”. A higiene também conta: não deixe acumular muita remelinha no olhinho do seu bebê, todo cuidado é pouco!

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5 comentários que uma gestante não deveria ouvir

emoticons--face-silencio_17-317134049Pior que as dores que a mulher sente durante a gravidez são os comentários que ela escuta, seja da família, do marido, dos amigos ou até mesmo de desconhecidos. Mas, com certeza, soa pior quando é o marido que fala: “para de roncar”, “você só dorme, quando iremos fazer alguma coisa?” e a mais irritante é quando ele fala “essa gravidez também está sendo difícil para mim”.
 

Mas você pensa que para por ai? Está enganada. Veja uma lista do que não se pode dizer, em momento algum, para uma grávida:

s-300-500-21-frases-que-nao-se-diz-a-gravidas-imagem-2014071455157pm“Nossa que barriga grande, são gêmeos?”. Falar, “nossa como você engordou” se enquadra na mesma situação. Primeiro que falar isso nem marido, nem namorado pode! Muito menos um desconhecido ou sua sogra, certo? Como os hormônios estão a mil, tenha certeza que você não ficará contente com o resultado de uma pergunta como essa.

“Você não pode comer isso”. Você é nutricionista, endocrinologista, médico? O que a gestante poderá comer ou não, tenha certeza que o médico dela já falou. E se ela come pouco com certeza foi indicada a fazer isso; já se ela come muito, ela deve ser acompanhada de um profissional que poderá dizer se ela está comendo adequadamente ou não.

“Cansada? Você está de apenas 3 meses”. A mulher carrega um ser vivo dentro dela, alimenta ele pela comida que come e fica sem dormir pois sente dor. O último comentário que ela precisaria ouvir é de alguém questionando, o motivo do cansaço dela.

“Cadê o pai da criança?”. Você pode não saber da real situação amorosa da mãe. Dessa forma, evite comentários sugerindo a vida amorosa dela. Se ela for casada885165_329205947202739_924660171_o entenda que quando o bebê nasce o casamento fica um pouco abalado, pois a rotina mudará drasticamente. Isso não quer dizer que o casamento irá acabar: após o nascimento do bebê o casal cria um vinculo muito forte e o relacionamento se fortalece.

 “Aproveita para dormir agora, porque depois…”. Talvez seja o comentário mais frequente e, consequentemente, o mais chato. Ninguém é vidente aqui, né? Então para que fazer essas previsões que deixarão a mamãe preocupada? Ela vai dormir sim, cada bebê se comporta de um jeito e para tudo existe uma solução.  

Evitando esses tipos de comentários, você evita uma 3º guerra mundial, brigas e gritos. Pense assim, “o que eu NÃO gostaria de ouvir se eu estivesse grávida?”. É o melhor caminho, com certeza. 

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A indesejável barriga no pós-parto

Flácida. “Molenga”. Essas são algumas das palavras que as mamães usam para definir a barriga após o parto. A barriguinha mole resulta da hiperdistensão da parede abdominal. Isso acontece com qualquer mulher no planeta Terra que já teve um filho. Mas não se preocupe! Para tudo há uma solução. E para esse pequeno probleminha, alguns abdominais e cuidados diários já bastam – na maioria das vezes.

Há alguns cuidados que toda mamãe pode tomar até mesmo antes da gravidez. Por exemplo: cuidar da alimentação durante a gravidez, evitando assim, o ganho excessivo de peso. Os exercícios físicos são outro ponto importante, faça caminhadas, hidroginástica, se mexa mamãe! Se você é uma mamãe mais calma, relaxada, faça Yoga: é uma ótima opção. Muitas mamães reclamam da famosa linha Alba (aquela linha marrom que surge na barriga). Não se preocupe mamãe, essa linha aparece devido ao aumento dos hormônios, mas após o parto, desaparece.

Ok. Eu me cuidei, mas após a gravidez a flacidez bate á minha porta, o que faço?

Amamente. A amamentação é um laço mãe-filho que ninguém nunca poderá quebrar, mas além disso, você perderá cerca de 700 calorias – diariamente.

Água e alimentação saudável. Beba muita água, que além de ser bom para a saúde melhorará a aparência da sua barriguinha. Sempre seja uma pessoa saudável, como frutas, e nunca exagere na fritura.

Hidratantes. Use hidratantes na barriga, além de relaxar, dará uma considerável diferença.

5151931_1ggDrenagem linfática. A drenagem linfática estimulará a circulação, assim, reduzindo a retenção de líquidos e,  consequentemente, diminuindo os inchaços. E se as estrias não desaparecerem? Hoje, há no mercado tratamento estéticos que ajudam, como, o Laser, o Ácido retinóico, o Ácido glicólico, o Microcristais e a Subcisão.

Cinta pós-parto. Muitas incertezas e dúvidas ao redor dessa palavra. Existem vários tipos de cinta pós-parto. Muitos recomendam a cinta pois ela firma a barriga e traz conforto, pois afinal, na primeira semana pós parto a mamãe se sente desconfortável e um pouco dolorida. Mas afinal, porque isso ocorre? De acordo com Marco Antonio Capel, ginecologista e obstetra da Maternidade Pro Matre, em São Paulo, afirma que após o nascimento do bebê, o útero fica menor e mais solto dentro do abdômen. “ Quando a mulher se deita, vira de lado na cama, ela sente que o útero tomba para um lado, para o outro, dá um desconforto. Quando usa a cinta, ela se sente mais segura.”  Mas qual cinta usar? Conforto é a palavra chave. A cinta de velcro é a mais recomendada, pois assim, você pode regular. É vetado o uso de tecidos sintéticos – pois poderá causar alergias. Cintas fáceis de vestir são as mais recomendadas. Mas na verdade que decidirá no final é você, experimente e veja a qual se sinta mais confortável.

A verdade é que emagrecer, ou perder a barriga depende unicamente de você. “Só no parto já vão 6 kg embora. Depois de 40 dias, na primeira consulta, é comum ver mães com 10 kg a menos”, informa Luciana Taliberti, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz, de São Paulo. Por isso mamãe, tenha paciência, faça uma dieta saudável – preferencialmente, acompanhada por um nutricionista – e seja feliz. Ah! E curta muito seu filho!

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Moda: quais são as roupinhas que os recém-nascidos mais usam?

As mamães têm dúvidas na hora de comprar as roupinhas. Seja por não saber a quantidade a comprar, ou o quê comprar. Pesquisamos e encontramos as peças que você mais irá usar no seu recém-nascido.

  • BodyComo-cuidar-das-roupas-do-bebê

O body é totalmente essencial. Compre de manga curta e manga comprida. Pode ser usado por debaixo da roupinha mais quentinha, na hora de dormir.

  • Macacão

Precisamos falar mais alguma coisa? Super essencial. Digamos que esta é uma peça que você, provavelmente, irá usar quase todos os dias em seu bebê. Na hora de dormir, um macacãozinho irá deixar seu baby confortável e quentinho.

  • Calças e Camisetas em geral

As calças e camisetas são uma segunda opção para quando a mamãe não queira usar body ou macacão. Pode ser de moletom, plush, malha, etc. Não compre muito, pois antes de completar um ano seu bebê irá deixar de usar as roupinhas muito rápido.

  • Vestidinho para meninas. Bermudinhas para meninos

Peças como vestido, bermuda, jardineira, a mamãe irá comprar de acordo com o gosto pessoal. Não são necessárias, mas com certeza irão deixar seu bebê uma gracinha.

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Gourmet: suquinhos para os bebês.

Sabores. Seu bebê está começando a descobrir vários. Que tal fazer estes dois sabores de suquinho para ele provar? Gostoso e saudavél, ele irá amar!

Lembrando que é aproximadamente a partir dos 6 meses que o bebê começará a provar os primeiros suquinhos. Antes disso? Apenas leite.

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Hortelã divertida.

Ingredientes:
Meia fatia de melancia
Meia pera
1 colher de sopa de folhas de hortelã (12 g)
Meio copo de água
Modo de preparo: lave, corte e coloque as frutas no liquidificador. Bata tudo e está pronto

165-suco_de_laranja_com_cenouraCenourinha saudável

Ingredientes:
1/4 de cenoura crua
200 ml de água
1 colher de sobremesa de mel de abelha (recomendável apenas para crianças com mais de 1 ano. Você pode substituí-lo pelo açúcar mascavo)
Meio talo de salsão
Meio dente de alho
Modo de preparo: limpe bem os vegetais. Pique a cenoura, o dente de alho e o salsão. Bata no liquidificador e sirva.

suco_de_maracujaMaracujazinho que me dá soninho.

Ingredientes:
Metade da polpa de um maracujá
Meio copo de água
1 colher de sobremesa cheia de semente de linhaça triturada
1 xícara de chá de camomila frio
Modo de preparo: prepare o chá de camomila e deixe-o esfriar. Coloque no liquidificadora polpa de maracujá batida e coada, a água, a semente de linhaça e o chá. Bata bem. Adoce e sirva logo a seguir.

As receitas foram selecionadas pela nutricionista Roseli Rossi, de São Paulo, também especialista em nutrição clínica da Equilíbrio Nutricional.

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Mamar de madrugada

Meu filho acorda pela madrugada para mamar, é normal? “As crianças com até 12 meses podem acordar para mamar, isso é comum e normal.

É preciso entender que durante os três primeiros meses de vida o bebê acorda muito durante a madrugada. E o que ele quer? Mamar!!! Muitas mamães acabam apelando e procurando chás “milagrosos” que façam seu filho dormir a noite toda. A realidade é que ele é novinho demais e não está acostumado a passar horas e mais horas apenas dormindo, sozinho. É preciso ter paciencia e entender que mamar pela madrugada faz parte e que não irá durar a vida inteira. As vezes ele acordará duas vezes na madrugada, três, uma, tudo depende muito. Os recém-nascidos (até um ano, mais ou menos) dormem de seis a oito horas por noite. Ou seja, se você colocar seu bebê para dormir as 21h00, muito provavelmente ele irá acordar as 4h00 da madrugada. Isso faz parte do atual metabolismo dele.bebe-mamando-grande1

Mas acontece que existem os dois lados da mamada. Por fome e por hábito. “É preciso avaliar a rotina alimentar para descobrir se as mamadas noturnas acontecem por necessidade ou hábito. Um jeito fácil de perceber se ele está com fome ou chupetando em seu peito, é analisar o tempo da mamada da madrugada. Se forem poucos minutos, é fácil notar que é um hábito. Se for o caso, troque a mamada noturna por outra forma de adormecê-lo, como cantar uma música calma. Caso perceba que seu filho mama bastante, é hora de mudar a rotina alimentar. Certifique-se de que ele está comendo e mamando o suficiente durante o dia e, se necessário, atrase o jantar e aumente as mamadas antes de dormir”, relata a pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz, de São Paulo).

Se o hábito permanecer, faça o seguinte: durante 15 dias, se a criança acordar, dê chá. Se depois da primeira quinzena a criança continuar acordando, ofereça água. Com essa conduta, iremos tirar aos poucos o ‘corpo’ do leite. Após um mês, se a criança continuar acordando, vá até o quarto acalmá-la, mas sem tirar do berço. Vale colocar músicas calmas e o mais legal é criar uma referência para o momento de se deitar. Elas precisam ter um único lugar para pegar no sono. Se é um bebê que dorme no berço, os pais podem colocar um móbile, um paninho, ou uma chupeta. As crianças maiorzinhas podem dormir com um bichinho. É importante que ela tenha os objetos dela por perto. Assim, se acordar no meio da noite, vai se sentir segura e automaticamente voltará  a adormecer”, ensina Marcelo Reibscheid, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, e criador do portal Pediatria em Foco.

01315Curiosidade: É necessário fazer a higiene bucal do neném, após as refeições, incluindo o mamá? Até mesmo os primeiros dentinhos do bebê podem pegar cárie se a mamãe não escovar os poucos dentinhos do bebê. Isso acontece pois o mamá é doce e os líquidos com açucares geram cárie. A higienização da boca da criança é importante para evitar cárie e outras contaminações de bactérias. Use uma fraldinha básica umedecida e passe na gengiva e na língua do bebê,
recomendam os nutricionistas.
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O que eu faço?

Muitas mamães se sentem culpadas por não poderem estar 24 horas com seus bebês. A verdade é que está tudo tão corrido, as mamães tem tantasguilty-2 responsabilidades, que às vezes, acabam não passando muito tempo com seus filhotes. Veja se você se encaixa em algum dos casos abaixo:

“Trabalho fora e, consequentemente, outra pessoa cuida do meu bebê.” Bom, essa é a maior queixa de todas as mamães. Hoje, elas têm empregos e, por isso, têm que deixar os filhos na creche, com a avó ou até mesmo com babás. É importante a mamãe entender que não pode mesmo passar MUITO tempo longe do seu filho: é necessário estar perto, pois ele precisa da sua presença. “Ao final do expediente, antes de começar os afazeres domésticos – dar comida, banho, colocar para dormir, por exemplo – reserve um tempo para brincar com seu filho. De preferência, escolha brincadeiras simples que requeiram contato físico, olho no olho”, aconselha Maria Cecília, especialista em psicopatologia do bebê.

“Faço academia, me sinto mal, pois sinto que estou perdendo um tempo que poderia estar com meu filho.” Todas as mamães precisam de um tempo livre. Um tempo para se cuidar, cuidar do seu bem estar e, na maioria das vezes, é preciso abdicar um certo tempo do dia. É importante deixar claro que, antes de mamãe, você é mulher! Toda mulher precisa de um tempo para se dedicar a si mesmo.

“Todo mundo critica a forma como educo minha criança”. Mamãe, isso sempre irá acontecer. Sempre existirá alguém para dizer como você deve fazer isso, ou aquilo. O importante é seguir seu instinto materno e fazer o que você acha que deve. Nunca esqueça: ERRAR É HUMANO.

“Ultimamente, tenho brigado muito com meu filho”. Bom, todos perdem a paciência, e como dissemos acima, errar é humano. Gritar, perder a paciência, brigar é inevitável, mas devemos frizar que NUNCA deve haver violência ou palavrões – afinal, ninguém quer um adulto falando, muito menos uma criança falandopalavrões e se comportando com violência. Devemos ter a consciência que educar é uma coisa, descontrolar-se para conseguir atenção, é outra. Uma criança que possua respeito é o bastante. Uma criança com medo dos próprios pais, é preocupante. Se errou, não seja orgulhoso papai e mamãe, peça desculpa. Seu filho verá que fazer as pazes é muito mais divertido.

Para terminar, não queremos que se sinta culpada por algo que já fez. Ninguém nasceu sabendo como ser mãe. É uma aprendizado, assim como ler ou escrever. Não se sinta mal pelo que os outros falam. Só você sabe as barras que uma mãe passa, não é mesmo? O importante é dar amor e educar seu filho, pois a única coisa que ele levará para o mundo é a educação bem dada. Não existe escolinha ou colégio que dê educação, como os pais.

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É normal meu recém-nascido estar assim?

cuidados-com-bebeAs mamães de primeira viajem muitas vezes não entendem que a pele do bebê pode mudar, assim como sua a estrutura, os olhinhos e assim por diante. Veja abaixo, alguns esclarecimentos:

Porque a pele do meu bebê está mudando? É normal a pele do bebê mudar, veja aqui algumas informações.

Porque o olhinho dele está inchado? Calma, mamãe, é normal, se o bebê não estiver sentindo dor ou chorando. Caso contrário, leve ele ao pediatra. Para limpar as remelinhas, pegue um algodãozinho umedecido com água morna e vá tirando com calma e paciência do canto para fora.

Como eu cuido do umbiguinho? Sempre deixe a área do umbiguinho limpa e sequinha. Limpe uma vez ao dia – durante o banho -, utilizando sabão neutro, seque com uma toalha macia, depois, passe em toda a região do umbigo um cotonete umedecido com álcool 70º – não use cremes, pomadas ou coloque curativo na região. Não se preocupe pois o cordão umbilical cairá sozinho. Isso acontece pelo 7º ou 8º dia, após o bebê nascer. Se você notar algo errado, como vermelhidão ou cheiro forte, procure um pediatra, pois pode ser uma infecção.

Estou gastando muitas fraldas? Sim, não economize mesmo! Troque a fralda sempre que achar necessário, pois caso contrário poderá causar assaduras. Importante: sempre limpe as meninas da frente para trás – assim, evitando a infecção vaginal.

E o teste do pezinho? Bom, algumas gotinhas de sangue do pezinho do bebê são tiradas, mas porque? Serve para detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecções. É feito 48 horas depois do nascimento do bebê e é ideal que se faça até o 7º dia após o nascimento.

Com que frequência devo ir ao pediatra? É recomendado que se vá ao pediatra 7 dias após o nascimento, pois, será realizado um exame geral no bebê. E também a mamãe poderá tirar todo tipo de dúvida.

Ele está com muita febre, e agora? Se você perceber que seu filho está com febre, é preciso medir a temperatura com um termômetro – na axila ou virilha, nunca na boca -. Se medir na axila, a temperatura normal é até 36,5ºC e na virilha, até 37,5ºC. Portanto, se passar disso, leve-o ao pediatra. 

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Síndrome da Separação

O que é síndrome de separação? Ela acontece geralmente quando a criança tem entre 9 e 10 meses. As crianças acabam acordando assustadas de 10 a 15 vezes por noite e algumas possuem um choro intenso que não é por fome ou birra. É porque está com saudades, sente falta da mãe.

145786038_84d21cc680É literalmente, um processo de separação, que eles, por serem pequenos, acabam não entendendo. “Nessa fase, é oportuno que não ocorram trocas dos cuidadores. Além de acordar assustado, o bebê pode reagir à presença de estranhos, chorando ou estranhando o colo”, reforça, Ana Paula Cargnelutti Venturini, mestre em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “A mãe deve tentar acalmá-lo no próprio berço para não alterar substancialmente sua rotina”, ela sugere

O bebê quando nasce é tão dependente da mamãe que, ele começa a pensar que ainda está interligado com ela. Quando ele começar a entender que é um ser independente – geralmente aos 6 meses – e que tem vontades, anseios, desejos, começará a querer fazer as coisas do jeito dele. Essa crise dura, aproximadamente, até os 02 anos e é chamada, também, de ansiedade de separação.

Mas como ocorrem estas etapas?

Do primeiro ao sexto mês. As crianças pensam, geralmente, apenas em atenção, comida e amor. Nos primeiros três meses o seu filho não possui identidade própria – sim, você leu certo. A partir dos 4 meses, seu bebê descobre que se ele chorar, ele irá chamar a sua atenção. Então, em muitas vezes, ele já começa a usar desse artifício para chamar a atenção de todos que estão ao seu redor.

Dos sete meses ao primeiro ano. É com sete meses que seu bebê começa a entender que é um ser independente. Porém, como ele é tão apegado a mãe, quando a mãe sai de perto, ele começara a chorar da mesma forma, só que agora diferente: ele sente sua falta! Lindo né, mamãe? Isso acontece pois o pequenino não entende que você voltará, ele subentende que você irá embora, para sempre.

E a partir dos 2 e 3 anos? O seu filho irá começar a entender que você volta. Que ele mesmo ficando longe de você, você estará lá. E se prepare para ouvir : “Mamãe, me deixa/Mamãe, deixa eu”.

Curiosidade: Quando colocados na frente de um espelho, os bebês tentam encostar em qual lugar? No próprio rosto, no corpinho dele, ou, no espelho? No espelho! E issobebe-se-olhando-no-espelho-2 mostra que eles não fazem nenhuma ideia da própria existência! Engraçado, não?! Segundo uma pesquisa britânica os bebês com menos de 1 ano foram colocados diante de espelhos para ver se entendiam que o reflexo na frente  era o deles. Isso não ocorreu. As crianças tocaram a imagem como se estivessem vendo outro bebê. Em seguida, os cientistas puseram ruge vermelho no nariz de cada uma e voltaram a apresentar os espelhos. Em vez de tocar o próprio nariz, os bebês voltaram a tentar “pegar” o bebê visto no reflexo.